• O amor é uma coisa idiota
• Que te ilude
• Que te inunda
• Que te domina
• Que te abandona
• Que dói
• Que arde
• Que deixa marcas
• Que te deixa alegre
• Que te deixa triste
• Que te deixa com raiva...
• Essa coisa idiota
• Que nos controla
• Que faz você confiar nos outros
• Que é bom de sentir
• Que o mundo deveria sentir
• Essa coisa idiota que é tão importante
• Essa coisa idiota que te deixa na mão: caindo, sofrendo.
• Essa coisa idiota que eu sinto
• Essa coisa idiota que tanto odeio.
Direct Fanfictions - um blog com todas as minhas fanfics completas e incompletas cujo o objetivo é tê-las salvas em algum lugar longe da minha pasta cheia de vírus.
terça-feira, 26 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Aqueles olhos.
Adorável, simplesmente adorável.
Não consigo sequer olhá-lo nos olhos sem corar.
Aqueles olhos... tão gentis, rudes e atraentes.
Aqueles olhos que me fazem sorrir.
Aqueles olhos que me fazem sentir arrepios.
Aqueles olhos que me chamam para perto.
E se meus olhos te desconcentram, imagine os seus sobre mim?
Eles me desconcertam,
Eles me perturbam,
Eles me ignoram.
Tento pedi-los para parar, mas eles simplesmente me ignoram.
É como se uma ventania viesse à mim, bagunçando-me por dentro.
É como se eu estivesse sangrando por dentro... de um jeito bom.
Aqueles olhos... tão quente, frios e dolorosos.
Dor da distância,
Dor da saudade,
Dor do sentimento de perda.
É o que eu tenho a dizer sobre aqueles olhos.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Aurora
... E então correu, fugindo desesperadamente do seu destino cruel. Adentrou na floresta escura, sem medo do que lá poderia encontrar. Qualquer coisa era melhor do que aquele castelo. Ela não sabia para onde estava indo, só queria continuar viva.
De repente, naquela noite fria e escura, em meio à floresta, uma flecha envenenada a atingiu em cheio nas costas, fazendi além de doer, arder e em poucos segundos queimar intensamente seu corpo por dentro até não ter mais forças e cair de joelhos, quase inconsciente.
Equanto queimava, ouviu uma voz vindo de trás que gritava enlouquecidamente seu nome.
- Valquíria!! - chorou a outra Valquíria.
- Fuja... - disse a pobre mulher, oerdendo a consciência, caída no chão e logo em seguida, uma rajada de flechas flamejantes matou as duas e incendiou aquela parte da floresta. A menor das Valquírias, escondida, estava aos prantos pela suas irmãs, não conseguia se mexer pelo choque e estava cercada por fogo. Morreria lentamente.
Respirando fumaça e com leves queimaduras, ela não tinha escolha a não ser fazer algo para voltar para o castelo, sofrer pelo resto da vida. Gritou com todas as suas forças e alguém, por milagre, apagou uma parte do fogo, que daria passagem à ela... À Princesa Aurora, que estava pessoalmente lá para matá-la. Agora a única Valquíria viva iria morrer. A bela princesa negra de olhos castanhos claro, nunca mostrava-se fora de seu castelo, a não ser quando estava furiosa.
- Desprezível!! - A Princesa cuspiu na prisioneira e caminhou elegantemente em volota dela.
- Ninguém escapa da fúria da nossa rainha. - falou um de seus soldados brutamontes.
- Sinta-se honrada e abençoada por eu vir até aqui só para vê-la. Sou muito bondosa por não lhe torturar - ela sorriu e um de seus soldados golpeou com sua lança afiada que violentamente penetrou o crânio da Valquíria de apenas doze anos. A Princesa ficou ainda mais furiosa.
- Não era isso!! - disse, quase com lágrima nos olhos. Todos pensaram que ela "chorou" de ódio.
Assim que a Princesa voltou ao seu trono, ficou fitando através de sua enorme janela, o céu estrelado até que a sua Aurora Boreal ressurgiu depois de um longo tempo brilhando mais do que nunca. A Princesa queria chorar por todas as vidas que ela tirou sem piedade, queria chorar pela sua futura morte, que tinha certeza que seria cruel.
Estava refletindo sobre sua vida quando um de seus soldados a interrompeu.
- Excelência, o que faremos com os prisioneiros da masmorra?
- Solte-os... - ela sussurrou, triste.
- Perdão?
- Deixe-os lá! - quase gritou, fazendo o soldado sair praticamente correndo e os outros servos, se assustarem.
A Princesa suspirou tristemente pensando em todas aquelas pessoas inocentes qe estavam sofrendo. Ela sabia que era errado, sempre soube e não queria mais fazer isso;ela deveria sofrerpor tudo que fez, mesmo sem ter escolha. Não aguentava mais isso e estava decidida. A partir daquele momento, do renascimento intenso daqela luz acusadora, a princesa Aurora seria uma verdadeira realeza.
- Nossa Rainha. - chamou mais um brutamontes acompanhado de mais outro. Estavam segurando alguém acorrentado, com roupas rasgadas e quase todo ensanguentado, que tremia e chorava, desesperado. Ela o olhava com profunda tristeza, agonia e repugnância de si mesma. Como ela teria feito aquilo com uma pessoa?
- Esse servo aproveitou-se do noso pequeno imprevisto para tentar fugir.
- Por favor!! - disse o maltrapilho, implorando. - não me mate!
- Não dirija palavras à nossa rainha!! - disse o soldado rasgando o rosto do servo com uma adaga inferrujada.
- Pare agora!!! - Aurora levantou-se, se dirigiu ao servo e ajoelhou-se aà sua frente. Todos ficaram chocados. Ela examinava cuidadosamente o terrível ferimento.
- Levem-no à enfermaria... e todosos outros feridos da masmorra e das celas.
Ela se levantou e os servos presentes ficaram pasmos com sua bondosa ação.
- Levem os outros para a cozinha... para terem uma decente refeição, com toda comida que eles desejarem, depois os deixem ir embora para suas casas e famílias... se eu os matei - sua voz falhou e ela chorou.
Finalmente chorou depois de tantos e tantos anos aguentando suas próprias injustiças. Finalmente chorou pela culpa das centenas de mortes que causou. De assassinatos à suicídios. Centenas de pessoas inocentes que simplesmente não coseguiram sobreviver a fraqueza de sua suposta rainha. Fraqueza de deixar tudo isso acontecer, de ser tão fraca e não assumir sua responsabilidade que seria proteger seu povo e não dominá-los.
Todos ali presentes, admirando sua gloriosa ação e entendendo que ela sempre quis isso, aplaudiram-na. Ela respirou fundo e proferiu.
- Eu serei uma verdadeira Princesa, amando meu povo. Ninguém mais sofrerá, somente eu por tudo que fiz... claramente as pessoas vão querer vingança.
- Mas existe o perdão. - disse uma das servas, ainda temendo mas tentando sorrir gentilmente. - Nós a perdoamos.
- Não posso aceitar seus perdões. Preciso sofrer com as consequências.
- Não, não precisa. Nós... todos nós a perdoamos, se você for realmente a realeza que sempre quis ser e que sempre quisemos ter. - ambas sorriram e lágrimas edxplodiram novamente no rosto da princesa.
- Obrigada! Muitíssimo obrigada! - disse surpresa e sorridente como ninguiém nunca tinha visto.
Como a estória começou trágica com o melancólico renascimento da aurora boreal, gostaria de terminá-la dizendo que depois de um querido abraço entre a serva e a rainha e infinitos sentimentos de perdão e amor o reino em que viviam ficou em paz e essas pessoas viveram felizes para sempre.
FIM.
Notas: Isso NUNCA aconteceria no real. Prestem atenção no que estão fazendo e falando pois as consequência - diferentes das da estória - podem ser péssimas. Imagine se a população não perdoasse a Princesa e corressem atrás da vingança?
De repente, naquela noite fria e escura, em meio à floresta, uma flecha envenenada a atingiu em cheio nas costas, fazendi além de doer, arder e em poucos segundos queimar intensamente seu corpo por dentro até não ter mais forças e cair de joelhos, quase inconsciente.
Equanto queimava, ouviu uma voz vindo de trás que gritava enlouquecidamente seu nome.
- Valquíria!! - chorou a outra Valquíria.
- Fuja... - disse a pobre mulher, oerdendo a consciência, caída no chão e logo em seguida, uma rajada de flechas flamejantes matou as duas e incendiou aquela parte da floresta. A menor das Valquírias, escondida, estava aos prantos pela suas irmãs, não conseguia se mexer pelo choque e estava cercada por fogo. Morreria lentamente.
Respirando fumaça e com leves queimaduras, ela não tinha escolha a não ser fazer algo para voltar para o castelo, sofrer pelo resto da vida. Gritou com todas as suas forças e alguém, por milagre, apagou uma parte do fogo, que daria passagem à ela... À Princesa Aurora, que estava pessoalmente lá para matá-la. Agora a única Valquíria viva iria morrer. A bela princesa negra de olhos castanhos claro, nunca mostrava-se fora de seu castelo, a não ser quando estava furiosa.
- Desprezível!! - A Princesa cuspiu na prisioneira e caminhou elegantemente em volota dela.
- Ninguém escapa da fúria da nossa rainha. - falou um de seus soldados brutamontes.
- Sinta-se honrada e abençoada por eu vir até aqui só para vê-la. Sou muito bondosa por não lhe torturar - ela sorriu e um de seus soldados golpeou com sua lança afiada que violentamente penetrou o crânio da Valquíria de apenas doze anos. A Princesa ficou ainda mais furiosa.
- Não era isso!! - disse, quase com lágrima nos olhos. Todos pensaram que ela "chorou" de ódio.
Assim que a Princesa voltou ao seu trono, ficou fitando através de sua enorme janela, o céu estrelado até que a sua Aurora Boreal ressurgiu depois de um longo tempo brilhando mais do que nunca. A Princesa queria chorar por todas as vidas que ela tirou sem piedade, queria chorar pela sua futura morte, que tinha certeza que seria cruel.
Estava refletindo sobre sua vida quando um de seus soldados a interrompeu.
- Excelência, o que faremos com os prisioneiros da masmorra?
- Solte-os... - ela sussurrou, triste.
- Perdão?
- Deixe-os lá! - quase gritou, fazendo o soldado sair praticamente correndo e os outros servos, se assustarem.
A Princesa suspirou tristemente pensando em todas aquelas pessoas inocentes qe estavam sofrendo. Ela sabia que era errado, sempre soube e não queria mais fazer isso;ela deveria sofrerpor tudo que fez, mesmo sem ter escolha. Não aguentava mais isso e estava decidida. A partir daquele momento, do renascimento intenso daqela luz acusadora, a princesa Aurora seria uma verdadeira realeza.
- Nossa Rainha. - chamou mais um brutamontes acompanhado de mais outro. Estavam segurando alguém acorrentado, com roupas rasgadas e quase todo ensanguentado, que tremia e chorava, desesperado. Ela o olhava com profunda tristeza, agonia e repugnância de si mesma. Como ela teria feito aquilo com uma pessoa?
- Esse servo aproveitou-se do noso pequeno imprevisto para tentar fugir.
- Por favor!! - disse o maltrapilho, implorando. - não me mate!
- Não dirija palavras à nossa rainha!! - disse o soldado rasgando o rosto do servo com uma adaga inferrujada.
- Pare agora!!! - Aurora levantou-se, se dirigiu ao servo e ajoelhou-se aà sua frente. Todos ficaram chocados. Ela examinava cuidadosamente o terrível ferimento.
- Levem-no à enfermaria... e todosos outros feridos da masmorra e das celas.
Ela se levantou e os servos presentes ficaram pasmos com sua bondosa ação.
- Levem os outros para a cozinha... para terem uma decente refeição, com toda comida que eles desejarem, depois os deixem ir embora para suas casas e famílias... se eu os matei - sua voz falhou e ela chorou.
Finalmente chorou depois de tantos e tantos anos aguentando suas próprias injustiças. Finalmente chorou pela culpa das centenas de mortes que causou. De assassinatos à suicídios. Centenas de pessoas inocentes que simplesmente não coseguiram sobreviver a fraqueza de sua suposta rainha. Fraqueza de deixar tudo isso acontecer, de ser tão fraca e não assumir sua responsabilidade que seria proteger seu povo e não dominá-los.
Todos ali presentes, admirando sua gloriosa ação e entendendo que ela sempre quis isso, aplaudiram-na. Ela respirou fundo e proferiu.
- Eu serei uma verdadeira Princesa, amando meu povo. Ninguém mais sofrerá, somente eu por tudo que fiz... claramente as pessoas vão querer vingança.
- Mas existe o perdão. - disse uma das servas, ainda temendo mas tentando sorrir gentilmente. - Nós a perdoamos.
- Não posso aceitar seus perdões. Preciso sofrer com as consequências.
- Não, não precisa. Nós... todos nós a perdoamos, se você for realmente a realeza que sempre quis ser e que sempre quisemos ter. - ambas sorriram e lágrimas edxplodiram novamente no rosto da princesa.
- Obrigada! Muitíssimo obrigada! - disse surpresa e sorridente como ninguiém nunca tinha visto.
Como a estória começou trágica com o melancólico renascimento da aurora boreal, gostaria de terminá-la dizendo que depois de um querido abraço entre a serva e a rainha e infinitos sentimentos de perdão e amor o reino em que viviam ficou em paz e essas pessoas viveram felizes para sempre.
FIM.
Notas: Isso NUNCA aconteceria no real. Prestem atenção no que estão fazendo e falando pois as consequência - diferentes das da estória - podem ser péssimas. Imagine se a população não perdoasse a Princesa e corressem atrás da vingança?
sábado, 26 de fevereiro de 2011
FANFIC ONE SHOT- Vampire Knight: O fim.
~~
"..." <- Pensamento da personagem principal da fic
(...) <- observações
*... <- Barulho das coisas
~~
Estava acordado, mas ainda tentando dormir de bruços quando o Diretor Cross Kaien veio em minha direção quase gritando.
- Ohayooo, Kiryuu-kun! *paaf
Levei um tapinha nas costas para acordar.
- hmmhm...hmh.. hmhnmmhmm - falei com esperanças de ele entender o recado.
- Hã?? Desse jeito não vou entender, vamos acorde! Está nevando!
Me levantei sem nenhuma vontade e fui até a janela, tudo o que eu via era neve. "tsc."
Depois de realmente acordar, fui até a sala e a mesa estava pronta para o café-da-manhã. A Yuuki estava lá, sorrindo olhando para a janela enorme ao lado de sua cadeira.
- Ohayo, Zero-kun. - disse Yuuki sorrindo pra mim.
- hm. - disse e sorriu.
- Sabe Zero... - começou a falar, como se quisesse chamar alguém para sair - o que você vai fazer hoje? Bem... não tem aula e o diretor disse que não precisava da nossa ajuda nesse feriado. - disse pondo um pedaço da panqueca na boca. "Era feriado?"
- Bem, eu não sei. - disse indiferente. - Eu acho que não irei fazer nada.
- Sério?! Então, poderia passar o dia comigo?
Quase engasguei.
- S-sim. - gaguejei e ela sorriu. - o que... vamos fazer? - perguntei sem jeito e ela passou a sorrir maliciosamente.
- É surpresa.
Desconfiado, permaneci comendo. Sinceramente, eu tenho uma espécie de medo das surpresas da Yuuki. Sabe... tragédias acontecem.
Quando terminamos, Yuuki correu para o quarto e eu fiquei com aquela "cara de pastel" que ela sempre, SEMPRE me deixa.
-Yuuki. Quando vamos? - Ela apareceu, com outra roupa... "Como ela faz isso?" vi que ela estava pronta para o frio.
- Agora! Já está pronto?
- Sim... então vamos.
Depois de muito esperar fazendo a caminhada finalmente chegamos. Estávamos indo fazer "compras"... nada que não fosse óbvio. Ficamos horas entrando em lojas, comendo, e resumindo: estávamos no final da tarde e não tínhamos comprado nada. Então a Yuuki saiu correndo do nada e claro, eu fui atrás dela. Corri muito e cheguei a um parque cheio de neve em que não havia ninguém.
- Zero, aqui! - Me virei e a vi sentada em um banco. Fui até ela e me sentei já com a respiração irregular.
- Eu... eu planejei o dia para poder conversar com você, quero te contar umas coisas... desabafar. Coisa de garotas.
- Prossiga... - disse sem nenhuma vontade de ouvir o que ela tinha a dizer.
- ...Eu fico hesitando em fazer as coisas por medo... Eu sou muito insegura. Você tem algum medo?
- ... Sim... - comecei a falar sem se importar se achava a Yuuki uma irmãzinha tonta, nesse momento ela era uma amiga. - um dos meus maiores medos é me tornar um Level E... e matar você.
Ela ficou me olhando com uma expressão de surpresa. Não era para ser assim, ela já deveria saber disso.
- Sabe Zero... - ela começou a falar e ficou olhando a neve cair - ... Às vezes eu fico me perguntando se momentos como esses vão ficar sempre guardados em minha memória. Algumas pessoas me dizem que nada é para sempre, então fico triste porque até as mais profundas lembranças podem ser esquecidas com o tempo.
Fiquei com uma sensação estranha de estar vendo a Yuuki falar tão sério, fiquei preocupado também pois não fazia ideia porque ela estava me dizendo isso. Então acabei ficando sem palavras.
- tem algo a me dizer? - disse tornando a me olhar.
- Err... acho que... não precisa se preocupar com isso. Deve viver o momento ao máximo e se esquecê-lo... bom, se esquecê-lo viva outros ainda melhores.
- Você tem razão.
Em seguida ela fez uma bola de neve e jogou em mim.
- O que está fazendo?!
- Aproveitando o momento.
Fiquei paralisado... por pouco tempo e prossegui a bricandeira. Ela estava contente como nunca e eu estava feliz de estar com ela nesse momento de alegria. De repente, a Yuuki tropeçou e caiu bem em cima de mim. Estávamos muito perto um do outro e eu não havia reparado em o quanto ela era bonita... fiquei paralisado por um tempo só admirando sua beleza. Nossos rostos estavam tão próximos e eu tinha certeza... iria beijá-la, mas ela deitou a cabeça em meu peito e ficamos abraçados no chão até decidirmos voltar para casa. Demorou.
Chegando em casa já a noite, vi o inesperado.... Kaname estava lá, sentado em nossa mesa conversando com o diretor, e a Yuuki como sempre foi correndo abraçá-lo. Sua presença me enojava! E ele ainda ficava me encarando, sabendo que isso me deixava com muita raiva. Mais do que eu já tinha.
- tsc - Fiquei até pensando por quê eu estava me sentindo assim... Não em relação ao Kaname, mas em relação à Yuuki. Então, me lembrei de tudo que passamos juntos e me dei conta de que desde sempre, eu estava apaixonado. Fui ao quarto com uma vontade imensa de vomitar esperando que aquele intruso fosse embora. Provavelmente esperei horas. Até que a Yuuki veio ao meu quarto falando misturando muitas coisas mesmo tempo, não entendi nada do que ela disse e logo atrás estava o Kuran. Como ela o deixou entrar aqui? Ele se aproximou de mim e sussurrou no meu ouvido: "Você é um fraco." E uma luta começou. Estávamos lutando ferozmente, nos rasgando, havia sangue em toda parte e Yuuki clamava para que parássemos de lutar. Não ouvíamos os gritos dela e continuávamos a lutar. Em meio a luta, vi uma brecha. Sua guarda baixou e eu iria atravessar sua cabeça, mas Yuuki se jogou na minha frente e eu a acertei... jorrou sangue em meu rosto.
Acordei desse pesadelo horrível assustado, suado e desejando sangue. Saí de casa rapidamente (para não acabar atacando a Yuuki), estava tudo muito escuro e chovia forte, provavelmente era madrugada. Precisava de sangue.
Após alguns minutos de sofrimento por não encontrar o desejado, fiquei desesperado. Não estava ciente de que estava me transformando em um Level E. Corri em direção ao nada e esbarrei em uma pessoa, não pensei duas vezes e a mordi. Um gemido ou um leve grito de dor? Não importava, somente seu sangue importava. Passamos minutos assim.
- Zero... por favor, pare...
Era a Yuuki! Soltei-a rapidamente, ofegando e lutando contra minha vontade de agarrá-la novamente e sugar todo o seu sangue.
- O que... está fazendo aqui?!
- Eu.. eu.. não sei... - Disse Yuuki com a mão no pescoço e com a expressão triste e ao mesmo tempo assustada.
- tsc. Não deveria estar aqui! É perigoso!
- Eu sei.. mas... houve algo que me chamou até aqui - Ela se virou rapidamente e o cheiro do seu sangue veio numa rajada até mim. Sofrendo muito, lutei para não atacá-la então, me virei também.
- Vá embora.
Um silêncio agonizante tomou conta da madrugada fria e chuvosa. Aos poucos, minha sede foi passando. De repente, braços quentes me envolvem e me fazem lembrar dos momentos felizes com a minha amada... Tão perto de mim... Me virei e a abracei com toda minha emoção. Não consegui me conter, chorei.
- Zero...
- Eu não queria te machucar, me desculpe. - disse entre lágrimas.
- Zero... pegue o meu sangue. - Me assutei e a larguei imediatamente.
- O que?! Eu não posso! Eu vou acabar te matando!
- Não me importo de morrer por você.
- Mas eu me importo, não posso fazer isso..
Ela pôs a mão em minha nuca e me puxou para seu pescoço. Como eu sou fraco! Não consegui resistir ao seu cheiro e ao momento, a mordi novamente e suguei ferozmente seu sangue até me satisfazer. Demorou muito tempo pois eu não conseguia parar!
Quando parei, olhei-a em meio a escuridão. Ela estava fraca e pálida e então caiu. Segurei-a em meus braços e continuei e me arrependi de ter cedido tão facilmente.
- Yuuki! Yuuki!!
- N-não se preocupe - ela sussurrava de tão fraca que estava, mas mesmo assim ainda sorria - Eu vou ficar bem... eu...- e logo em seguida, perdeu suas forças e faleceu.
- Yuuki..? YUUKI!! - não tive vergonha de me conter, chorei por horas com ela em meus braços. Até que ele apareceu... Kuran.
- Zero... - ele me olhava com nojo e em questão de segundos ele apareceu bem perto de mim, tomou a Yuuki em seus braços e me deu uma espécie de soco. Voei quilômetros de onde estava. Não consegui conter minha raiva. Corri e peguei minha Bloody Rose para atirar no Kaname, acertei seu braço e vi que a Yuuki não estava mais lá.
- Você matou a Yuuki! - disse como se não estivesse sentindo nada além de surpresa e se aproximou.
- PARA TRÁS! - eu disse mirando a arma em sua cabeça e tremendo (acho que de frio.) .
- Vai dizer que ela ofereceu sangue e você não resistiu...? - ao ouvir isso, apertei os olhos e atirei sem parar. Mas ele já estava em meu ouvido sussurrando.
- Você é um fraco. - abri imediatamente os olhos e me afastei. Lembrei do sonho... a Yuuki morta, as palavras de Kaname, nada fazia sentido! "Nada faz sentido!" Enquanto lutávamos, vinham coisas em minha mente... lembranças. Lembrei de tudo, desde o dia em que a conheci até ontem. Ela partiu sem que eu pudesse dizer que a amava ou o quanto eu queria beijá-la e permanecer o resto da minha vida com ela. Mas a pior parte era que além de eu ser um assassino, eu matei a minha amada que era também minha única esperança de vida nesse mundo.
Sem pensar duas vezes, engatilhei a arma e apontei para a minha cabeça. Kuran olhou-me com ódio, nojo e ao mesmo tempo pena. E foi o último olhar que recebi, um olhar que desejou vingança. Puxei o gatilho.
FIM.
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