quarta-feira, 23 de março de 2011

Aurora

  ... E então correu, fugindo desesperadamente do seu destino cruel. Adentrou na floresta escura, sem medo do que lá poderia encontrar. Qualquer coisa era melhor do que aquele castelo. Ela não sabia para onde estava indo, só queria continuar viva.
  De repente, naquela noite fria e escura, em meio à floresta, uma flecha envenenada a atingiu em cheio nas costas, fazendi além de doer, arder e em poucos segundos queimar intensamente seu corpo por dentro até não ter mais forças e cair de joelhos, quase inconsciente.
  Equanto queimava, ouviu uma voz vindo de trás que gritava enlouquecidamente seu nome.
- Valquíria!! - chorou a  outra Valquíria.
- Fuja... - disse a pobre mulher, oerdendo a consciência, caída no chão e logo em seguida, uma rajada de flechas flamejantes matou as duas e incendiou aquela parte da floresta. A menor das Valquírias, escondida, estava aos prantos pela suas irmãs, não conseguia se mexer pelo choque e estava cercada por fogo. Morreria lentamente.
  Respirando fumaça e com leves queimaduras, ela não tinha escolha a não ser fazer algo para voltar para o castelo, sofrer pelo resto da vida. Gritou com todas as suas forças e alguém, por milagre, apagou uma parte do fogo, que daria passagem à ela... À Princesa Aurora, que estava pessoalmente lá para matá-la. Agora a única Valquíria viva iria morrer. A bela princesa negra de olhos castanhos claro, nunca mostrava-se fora de seu castelo, a não ser quando estava furiosa.
- Desprezível!! - A Princesa cuspiu na prisioneira e caminhou elegantemente em volota dela.
- Ninguém escapa da fúria da nossa rainha. - falou um de seus soldados brutamontes.
- Sinta-se honrada e abençoada por eu vir até aqui só para vê-la. Sou muito bondosa por não lhe torturar - ela sorriu e um de seus soldados golpeou com sua lança afiada que violentamente penetrou o crânio da Valquíria de apenas doze anos. A Princesa ficou ainda mais furiosa.
- Não era isso!! - disse, quase com lágrima nos olhos. Todos pensaram que ela "chorou" de ódio.

 Assim que a Princesa voltou ao seu trono, ficou fitando através de sua enorme janela, o céu estrelado até que a sua Aurora Boreal ressurgiu depois de um longo tempo brilhando mais do que nunca. A Princesa queria chorar por todas as vidas que ela tirou sem piedade, queria chorar pela sua futura morte, que tinha certeza que seria cruel.


 Estava refletindo sobre sua vida quando um de seus soldados a interrompeu.
- Excelência, o que faremos com os prisioneiros da masmorra?
- Solte-os... - ela sussurrou, triste.
- Perdão?
- Deixe-os lá! - quase gritou, fazendo o soldado sair praticamente correndo e os outros servos, se assustarem.
  A Princesa suspirou tristemente pensando em todas aquelas pessoas inocentes qe estavam sofrendo. Ela sabia que era errado, sempre soube e não queria mais fazer isso;ela deveria sofrerpor tudo que fez, mesmo sem ter escolha. Não aguentava mais isso e estava decidida. A partir daquele momento, do renascimento intenso daqela luz acusadora, a princesa Aurora seria uma verdadeira realeza.
- Nossa Rainha. - chamou mais um brutamontes acompanhado de mais outro. Estavam segurando alguém acorrentado, com roupas rasgadas e quase todo ensanguentado, que tremia e chorava, desesperado. Ela o olhava com profunda tristeza, agonia e repugnância de si mesma. Como ela teria feito aquilo com uma pessoa?
- Esse servo aproveitou-se do noso pequeno imprevisto para tentar fugir.
- Por favor!! - disse o maltrapilho, implorando. - não me mate!

- Não dirija palavras à nossa rainha!! - disse o soldado rasgando o rosto do servo com uma adaga inferrujada.
- Pare agora!!! - Aurora levantou-se, se dirigiu ao servo e ajoelhou-se aà sua frente. Todos ficaram chocados. Ela examinava cuidadosamente o terrível ferimento.
- Levem-no à enfermaria... e todosos outros feridos da masmorra e das celas.
  Ela se levantou e os servos presentes ficaram pasmos com sua bondosa ação.
- Levem os outros para a cozinha... para terem uma decente refeição, com toda comida que eles desejarem, depois  os deixem ir embora para suas casas e famílias... se eu os matei - sua voz falhou e ela chorou.
Finalmente chorou depois de tantos e tantos anos aguentando suas próprias injustiças. Finalmente chorou pela culpa das centenas de mortes que causou. De assassinatos à suicídios. Centenas de pessoas inocentes que simplesmente não coseguiram sobreviver a fraqueza de sua suposta rainha. Fraqueza de deixar tudo isso acontecer, de ser tão fraca e não assumir sua responsabilidade que seria proteger seu povo  e não dominá-los.
  Todos ali presentes, admirando sua gloriosa ação e entendendo que ela sempre quis isso, aplaudiram-na. Ela respirou fundo e proferiu.
- Eu serei uma verdadeira Princesa, amando meu povo. Ninguém mais sofrerá, somente eu por tudo que fiz... claramente as pessoas vão querer vingança. 
- Mas existe o perdão. - disse uma das servas, ainda temendo mas tentando sorrir gentilmente. - Nós a perdoamos.
- Não posso aceitar seus perdões. Preciso sofrer com as consequências. 
- Não, não precisa. Nós... todos nós a perdoamos, se você for realmente a realeza que sempre quis ser e que sempre quisemos ter. - ambas sorriram e lágrimas edxplodiram novamente no rosto da princesa.
- Obrigada! Muitíssimo obrigada! - disse surpresa e sorridente como ninguiém nunca tinha visto.


  Como a estória começou trágica com o melancólico  renascimento da aurora boreal, gostaria de terminá-la dizendo que depois de um querido abraço entre a serva e a rainha e infinitos sentimentos de perdão e amor o reino em que viviam ficou em paz e essas pessoas viveram felizes para sempre.


FIM.   


Notas: Isso NUNCA aconteceria no real. Prestem atenção no que estão fazendo e falando pois as consequência - diferentes das da estória - podem ser péssimas. Imagine se a população não perdoasse a Princesa e corressem atrás da vingança?

Um comentário:

  1. Arrependimento... Algo que todos têm e poucos demonstram. Aurora é um texto no qual uma pessoa sofre pelo sofrimento de seus súditos, algo que foge muito a nossa realidade, pois poucos reis ou governantes iriam valorizar o povo, que trabalha muito e recebe pouco em troca.

    Mas a questão é que o texto retrata o abrir dos olhos de uma rainha quanto ao sofrimento de seu povo. E, por mais que ela tenha sido cruel, tenta melhorar. Seu povo, vendo isso, demonstra o perdão.

    E é isso que o texto mostra, o valor do perdão (claro que não nesse caso, pois se fosse na realidade o povo iria cortar a cabeça dela)

    Seu texto apresenta algumas falhas textuais.

    Mas foi bem expressivo, com ótima descrição das personagens e muitos detalhes.
    Parabéns!


    João Vitor

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