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– Eu não sou de dizer isso, mas... Você é muito, muito... Muito bonito, cara. Conte-me o seu segredo, me diz... Como é que faz pra ter uma beleza tão estonteante como a sua? – eu disse, sem medo de parecer ridículo na frente do espelho afinal, eu merecia esse mérito de beleza incrível e todos reconheciam.
– Ben... Todos nós sabemos disso, tá? Mas já tá na hora, né? Vamos sair daqui, não aguento mais esse cheiro de mijo. – disse o sem noção do Gil, me puxando para fora do banheiro fazendo os outros garotos rir.
– Argh. Deixe-me apreciar a perfeição... – Tentei refutar, já fora do banheiro, mas alguém me interrompeu.
– Ah! Perfeito. O sinal já tocou à vinte e cinco minutos. Você tem noção do quanto você pode prejudicar você e seus colegas? – disse a diretora, fingindo estar decepcionada com os braços cruzados, batendo o pé no chão; eu suspirei. Que incomodo.
– Diretora... Eu não vou me prejudicar. Não se preocupe, minhas notas estão altas e todas as vezes que eu estou na aula, eu participo... Sou um bom aluno. – eu celebrei – mais um ponto pra mim!
Ela suspirou, pediu para voltarmos para sala e foi isso que fizemos. Entramos na sala, o professor murmurou algo sobre estarmos atrasados e as garotas suspiraram. Todas. Sorri para a mais bonita e ela gemeu.
Depois de uma longa e chata aula de Sociologia, sai praticamente correndo para desfilar pelo corredor. É o meu hobbie. Estava andando pelo corredor e meus colegas estavam atrás de mim, como sempre. Estava cumprimentando todos com olhares e acenos de cabeça quando eu a vi... Tão linda... A garota mais bonita da escola. Ela era só um ano mais nova que eu, mas isso não importava. Ela era bonita, inteligente e rica. Aproximei-me charmosamente.
Depois de uma longa e chata aula de Sociologia, sai praticamente correndo para desfilar pelo corredor. É o meu hobbie. Estava andando pelo corredor e meus colegas estavam atrás de mim, como sempre. Estava cumprimentando todos com olhares e acenos de cabeça quando eu a vi... Tão linda... A garota mais bonita da escola. Ela era só um ano mais nova que eu, mas isso não importava. Ela era bonita, inteligente e rica. Aproximei-me charmosamente.
– Olhem isso! Silêncio! Vejam! – diziam Gil e Carlos entre tapas. Eles queriam prestar atenção em mim e aprender como se faz.
– E aí, gata? – Disse para Stella. Querendo parecer ousado, pus meu braço encostado na parede e joguei meu cabelo para o lado.
– Oi, gatinho. – disse ela sorrindo, com um tom de brincadeira e com um olhar desafiador. Adoro isso.
– Vamos sair Sábado à noite? – disse com meu sorriso encantador e irresistível.
– hmmm... – ela fingiu dúvida. – Pode ser. – ela disse dando de ombros, mas super feliz por dentro. O pessoal atrás de mim cochichava sem parar, provavelmente falando como eu era irresistivelmente adorável. Eu sorri para ela e combinamos que na Sábado as seis eu iria pegá-la para nos divertirmos. Virei e todos me veneravam, diziam que eu era demais e que mandei muito bem. Claro... Eu já sabia disso.
Sai da escola e uma garota esbarrou em mim. Olhei para ela... Olhos castanhos, loirinha, óculos, tímida... Nerd. Eu sabia quem ela era. Não era rica.
– Ei, garota! Olha por onde anda. Tsc. – eu disse sem dar importância aos livros que ela derrubou no chão.
– Desculpe-me... – Ela se abaixou indiferente, juntando seus livros e deixando os meus onde estavam. Achei estranho, se fosse uma garota normal teria corado, ficado nervosa e pego meus livros do chão primeiro. Então eu me abaixei e sorri falsamente para pegar os meus materiais por ela.
– Eu devia ter desviado de você, até porque além de bonito, rico e inteligente... Eu também tenho um super reflexo.
Ela riu, mostrando suas covinhas. Era a única coisa que eu tinha inveja nas pessoas que tinha; covinhas. Pensei não precisar falar mais coisas, mas eu ia continuar até vê-la corar ou mostrar algum interesse em mim. Peguei meus livros e a ajudei a levantar com nojo de pegar em suas mãos que estavam tateando o chão agora a pouco. Quando ela olhou para mim, eu sorri e ela retribuiu sem demonstrar absolutamente nada no seu olhar.
– Que lindas covinhas, Helena. – eu disse certo de que ela ia ficar super emocionada por eu saber seu nome e lhe fazer um elogio. E foi o que aconteceu. Ela corou de um jeito nem um pouco atraente.
– Como você... – eu a interrompi, pondo meu dedo de leve em seus lábios.
– Isso não importa – eu sorri e lhe dei as costas, indo embora.
Quando cheguei ao meu carro, peguei meu álcool em gel e passei freneticamente em minhas mãos. O que quer que aquela pobre tenha pegado, não queria que passasse pra mim.
♥♥♥
– Aaaaai! O que foi aquilo, hein Lena?! – perguntou Eva super empolgada pensando besteira. Revirei os olhos e respondi sem muita paciência, sem entender porque tanta ansiedade. Ele era só um garoto normal. – Ei, garota! Olha por onde anda. Tsc. – eu disse sem dar importância aos livros que ela derrubou no chão.
– Desculpe-me... – Ela se abaixou indiferente, juntando seus livros e deixando os meus onde estavam. Achei estranho, se fosse uma garota normal teria corado, ficado nervosa e pego meus livros do chão primeiro. Então eu me abaixei e sorri falsamente para pegar os meus materiais por ela.
– Eu devia ter desviado de você, até porque além de bonito, rico e inteligente... Eu também tenho um super reflexo.
Ela riu, mostrando suas covinhas. Era a única coisa que eu tinha inveja nas pessoas que tinha; covinhas. Pensei não precisar falar mais coisas, mas eu ia continuar até vê-la corar ou mostrar algum interesse em mim. Peguei meus livros e a ajudei a levantar com nojo de pegar em suas mãos que estavam tateando o chão agora a pouco. Quando ela olhou para mim, eu sorri e ela retribuiu sem demonstrar absolutamente nada no seu olhar.
– Que lindas covinhas, Helena. – eu disse certo de que ela ia ficar super emocionada por eu saber seu nome e lhe fazer um elogio. E foi o que aconteceu. Ela corou de um jeito nem um pouco atraente.
– Como você... – eu a interrompi, pondo meu dedo de leve em seus lábios.
– Isso não importa – eu sorri e lhe dei as costas, indo embora.
Quando cheguei ao meu carro, peguei meu álcool em gel e passei freneticamente em minhas mãos. O que quer que aquela pobre tenha pegado, não queria que passasse pra mim.
♥♥♥
– Não foi nada, eu esbarrei nele e ele elogiou minhas covinhas – eu disse e Eva gemeu de emoção.
– Argh. Eu não te entendo Eva, você é tão superficial. – disse Sarah, a mais cabeça de nós. Ela sempre tinha razão.
– Claro que você não me entende! Você só sabe ser a certinha que não se apaixona por causa disso, daquilo, blablabá.
– Eva, você é realmente superficial. – eu disse.
– Com certeza. Você fica só liga porque ele é atraente. Mas, na verdade ele é arrogante, mimado, egoísta e superficial.
– Ai, como você é chata. – disse Eva fazendo careta e Sarah refutou. Mesmo elas sendo inteligentes e maduras, ficam infantis quando começam a brigar. Sempre por causa de garotos. É incrível a capacidade da Eva de se apaixonar pelas pessoas erradas. Ela é linda e inteligente, muita gente tem inveja dela, mas ela fica se matando por causa do pior garoto da escola. Acho que se ele sumisse ninguém iria sentir falta.
§§§
– Sua maluca! Você por acaso é surda?! Tem noção do que fez? Era uma das minhas camisas prediletas! Já falei milhões de vezes que nas minhas coisas não é para colocar água sanitária! – eu disse possesso para aquela empregadinha ridícula que se achava a dona da casa só porque quando a governanta não estava era ela quem tomava conta dos outros empregados.
– Desculpe-me, eu devo ter derrubado sem querer... – ela tentou se desculpar, mas ignorei e continuei a reclamar.
– Você é burra?! Essa camisa era vermelha! Como você pôde fazer uma coisa dessas?! Porque todo pobre pensa que as coisas só ficam limpas com água sanitária?!
– Eu já falei, foi sem querer... – ela disse suplicante e isso só me deixou mais furioso.
– Então vai ser sem querer que eu vou te demitir. – disse olhando em seus olhos e ela saiu do quarto correndo e chorando.
Suspirei tentando me acalmar e me olhei no espelho. Perfeito. A raiva me deixou rosa. Igual a camisa.
Mais tarde, à noite, eu estava estudando quando minha mãe entrou e se sentou ao meu lado na mesinha.
– Já cuidei da Maria. – disse ela calmamente.
– hm... Quem é Maria? – eu disse e ela ficou espantada.
– É a empregada que deixou sua camisa rosa.
– Ótimo. – eu disse, esperando que “já cuidei dela” seja o mesmo que “ela já está na rua e você nunca mais vai ver a cara dela”.
– Amanhã terá uma reunião de família e será aqui. Quero que você acorde às sete horas e esteja pronto as sete e quarenta para receber os convidados conosco.
– Tá. – eu disse, sem nenhuma empolgação. Nunca mais havia tido uma festinha de família... Nunca mais mesmo.
– Pode chamar seus amigos se quiser. – ela disse se levantando, me levantei também e não a respondi. Ela saiu do escritório e eu subi para meu quarto. Peguei um livro qualquer, deitei na cama e comecei a ler. Era um livro chato e meloso, acabando com a história dos vampiros “de verdade” então, acabei pegando no sono.
Acordei e olhei sonolento para o relógio ao lado, eram 6:59. Não sabia como eu fazia isso, acordei exatamente na hora. Mais um ponto pra mim.
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